segunda-feira, junho 26, 2006
Não só o homo como também o hetero! (Esse Blog já viu dias melhores...)
quarta-feira, junho 21, 2006
Ambigüidade da Malemolência
A Bahia tem um jeito... Terra. (Caetano Veloso)
O posting anterior é, na verdade, a conclusão de uma longa e angustiosa meditação sobre a malemolência bahiana. O problema inicial era o seguinte: se a malemolência representa o ápice ético da experiência humana - como defendo - por que sua tradução estética (i.e. a música bahiana) é tão vil? Ora, porque tal vileza não é senão o efeito falso de nossos mórbidos critérios avaliativos (que são estéticos, entende-se). Do ponto de vista estético, a música bahiana é vil (o que é evidente a quem quer que tenha ouvidos). Ocorre que não se deve apreciá-la esteticamente, mas sim vivenciá-la extaticamente (para isso serve o Trio Elétrico, atrás do qual só não vai quem já morremos). A tosquice estética da música bahiana decorre de um desdém pela Forma que é, na verdade, uma transcendência da Forma, Beleza que se manifesta como conteúdo puro. Bem-aventurados os que têm saúde para suportar tal manifestação.
O posting anterior é, na verdade, a conclusão de uma longa e angustiosa meditação sobre a malemolência bahiana. O problema inicial era o seguinte: se a malemolência representa o ápice ético da experiência humana - como defendo - por que sua tradução estética (i.e. a música bahiana) é tão vil? Ora, porque tal vileza não é senão o efeito falso de nossos mórbidos critérios avaliativos (que são estéticos, entende-se). Do ponto de vista estético, a música bahiana é vil (o que é evidente a quem quer que tenha ouvidos). Ocorre que não se deve apreciá-la esteticamente, mas sim vivenciá-la extaticamente (para isso serve o Trio Elétrico, atrás do qual só não vai quem já morremos). A tosquice estética da música bahiana decorre de um desdém pela Forma que é, na verdade, uma transcendência da Forma, Beleza que se manifesta como conteúdo puro. Bem-aventurados os que têm saúde para suportar tal manifestação.
Estesia e Êxtase
A visão de uma carne infinita. (G.H.)
Vejam bem, meus caros: Ética e estética se contrapõem. Em se estando na Ética, a relação com a Beleza prescinde da estética, porque se dá de forma plena e imediata. Não é estética, mas sim extática. Parnasianismo: esteticismo vão. Barroco: cosmética do desperdício. Romantismo: Beleza para além da forma. Conteúdo puro, intensidade pura. Que me dizem (além, é claro, de “ficou maluco...”)?
Vejam bem, meus caros: Ética e estética se contrapõem. Em se estando na Ética, a relação com a Beleza prescinde da estética, porque se dá de forma plena e imediata. Não é estética, mas sim extática. Parnasianismo: esteticismo vão. Barroco: cosmética do desperdício. Romantismo: Beleza para além da forma. Conteúdo puro, intensidade pura. Que me dizem (além, é claro, de “ficou maluco...”)?