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quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Gustavo,

Gostei das sugestões para a pauta do encontro do sábado. Creio que este já esteja confirmado, certo? Conhecendo o anfitrião, imagino que o Fábio já deva ter sido comunicado, mesmo sem dispor de Internet no momento. Inclusive, o Fábio tem feito falta por aqui, não acha? Tanto ele quanto os demais membros ausentes. A ressurreição do André realmente é motivo de comemoração. Tenho que discordar de você quando chama as piadas do "nipônico amigo" de infames. Infames são as minhas - aliás, comparáveis às de Bozo e Chispirito.

Eduardo,

Respondendo à sua pergunta: não encontrei saquinho nenhum. Nem sei do que você está falando. A suposta "performance" também jamais aconteceu. Senão, cadê as provas?!

Não conhecia o soneto do Botelho e o achei fenomenal. Um dos mais notáveis que já li de sua autoria. Entendo o que você quer dizer quando o chama de "classicizante". De fato, ele é menos gongórico que outros mais célebres do mesmo poeta, ao menos no que tange à sintaxe, em que pese o verso 11. Ainda assim, é de um barroquismo explícito, contudo. O jogo de conceitos, a ambiguidade da imagem "fogo" (bastante sagazmente explorada, por sinal), bem como a antítese com que se conclui, não permitem equívoco. Quanto à riqueza ou não da Logopéia, não acho que resida no valor da reflexão em si, mas sim na beleza do arranjo das idéias (como, inclusive, comentei falando sobre o Camões). Talvez seja mesmo difícil fugir da banalidade quando só se dispõe de 14 versos para refletir, mas isso não importa, na verdade. Importa é o modo como o jogo conceptual afeta nossa sensibilidade estética. Ou não? Gostaria de ouvi-los a todos sobre a questão. Abraços.

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